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O Rock in Rio vem aí. E, quem costuma frequentar grandes
shows e eventos, sabe a dificuldade que é garantir um ingresso se a venda é
feita pela internet. Na hora programada para o início das vendas, tudo trava. O
site não conclui o processo, o tempo passa e a página não carrega. Isso quando
o sistema não cai de vez e tudo se torna inacessível. E não vá pensando
que esse tipo de problema é exclusividade do Brasil. No exterior, também era
comum acontecer esse tipo de coisa em eventos muito disputados – a resposta
para tantos contratempos veio da tecnologia chamada cloud computing – ou
computação na nuvem. Com ela, as empresas que vendem ingressos conseguem se
organizar para atender toda a demanda. Foi o que aconteceu, por exemplo, nas
vendas de ingressos para o Rock In Rio – que vai rolar no final de setembro e
início de outubro, mas já teve o primeiro lote de 100 mil ingressos esgotado. O
melhor é que, nesse caso, nenhum problema aconteceu durante as vendas. Quando a
demanda aumentou, os responsáveis simplesmente aumentaram o número de
servidores à disposição da operação de vendas, instantaneamente.
"A diferença que aconteceu com a gente é que a gente
usa a solução cloud computing, acrescentando máquinas até a gente conseguir ter
um número X de máquinas que atendesse essa demanda. Depois estabilizou todo o
sistema", conta Camilo Telles, cto da Zetks.
Mas por que, em pleno 2011, ainda sofremos com a lentidão e
até a queda do sistema nesses momentos de pico? A resposta está na velocidade
com que a tecnologia vem se desenvolvendo. Quando as primeiras empresas de
vendas de ingressos pela internet foram criadas, elas se baseavam em
datacenters próprios. Ou seja: tinham um número determinado de servidores para
atender as operações. Com eventos cada vez maiores, elas precisariam comprar
mais e mais máquinas. Detalhe: todo esse monte de computadores só trabalharia
mesmo nos momentos de pico - um investimento altíssimo para uma utilização
pequena. Com a computação na nuvem, as novas empresas só precisam apertar um
botão, e novos servidores se juntam ao serviço imediatamente.
"Quando eu tenho muito evento ou quando eu tenho um
momento que não está tendo muito tráfego no meu site, eu reduzo servidores pro
mínimo necessário, por questões de confiabilidade. Agora, quando tenho um
evento como o Rock in Rio, eu aumento o número desses servidores até atender a
demanda que for necessária. Por isso não tivemos problema", explica
Camilo.
Mas esse mercado ainda prepara surpresas. Muito em breve, o
ticket de papel ou de plástico será algo do passado. Você só vai precisar do
seu cartão de crédito, ou até mesmo do seu celular, para entrar no show. No
caso do smartphone, um código como esse te dá o acesso. E de novo – a nuvem,
aqui, é fundamental.
"Vindo de uma perspectiva histórica em relação a custo
de infraestrutura, hoje em dia com cloud computing eu consigo concorrer com os
grandes players do mundo. Pago uma taxa de US$ 150 por mês para manter meu
serviço funcionando, aí eu posso escalar pra baixo e pra cima, tornando o custo
que era fixo, um custo totalmente variável de acordo com a demanda",
conclui Camilo.
Muitas dessas tecnologias já estão sendo experimentadas aqui
no Brasil. Em São Paulo, empresas de taxi aceitam pagamentos pelo celular e,
nesse cinema, a catraca é liberada com o seu cartão de crédito. Para conhecer
mais dessas tecnologias, clique nos links das matérias que separamos para você.